Coisas de Mulher

Friday, January 20, 2006

A complicação das coisas simples

Um dia destes tive uma conversa deveras interessante com um amigo meu.
A meio de uma discussão sobre as relações homem-mulher, ele fez uma afirmação que me deixou... pensativa: "Os homens pensam em sexo. Vocês [mulheres] têm a faca e o queijo na mão, pois são vocês que tomam a decisão".
Será que é assim tão simples?
Pois bem, se somos as controladoras-dominadoras, etc., porque é que somos sempre nós a chorar pelos cantos quando as coisas não correm como desejamos? Gostava de entender...
Curiosamente, e apesar da afirmação ter vindo de um homem, custa-me a acreditar que eles sejam assim tão básicos e primitivos. Toda a gente sabe que apesar de sermos racionais, também temos instintos animais. Mas quererá a afirmação do meu colega dizer que nós somos muito mais evoluídas, em termos de espécie, do que os homens?
Se calhar somos mesmo complicadas. Não por pensarmos que somos incompreendidas, mal-amadas, infelizes, etc., mas sim porque não conseguimos entender como são básicos. O instinto animal de sobrevivência e procriação consegue sobrepor-se à racionalidade, que nos diferencia de outros animais.
Acho que vou passar a encarar os homens de outra forma…

Wednesday, December 28, 2005

Quando a distância aproxima

Por muito que tente, não consigo compreender o que vai dentro da cabeça de um homem. Que os seus interesses são muito diferentes dos nossos vê-se a olho nu, mas será que alguém consegue compreender a sua maneira de pensar?
Para eles nós pensamos demais, damos valor a coisas mesquinhas como o amor, os sentimentos, estamos sempre a exigir deles, queremos muita atenção... Mas será que iam gostar de nós se fossemos tal e qual eles?

Um dos enigmas já começo a devendar: a distância aproxima-nos.
Quando querem aproximar-se ou conhecer-nos a atenção é redobrada. São os sms a chegar quase em cima uns dos outros, são as palavras doces, as "saudades", etc. O que é que devemos fazer perante isto? Nada de especial.
Se respondemos, somos logo correspondidas, se não respondemos vem logo as lamechices: "Não me ligas nenhuma", "Estou a precisar de carinho e tu...", etc., etc., etc. O reportório é variado e há para todos os gostos.
Se começamos a escrever mais sms do que os garotos, eles simplesmente desaparecem. Aqui temos duas opções: ou bombardeamos com mensagens ainda mais ridiculas e lamechas do que as deles, ficamos deprimidas e deixamos que o Mundo caia sobre nós; ou simplesmente seguimos com a nossa vida e esquecemo-nos daquela cena digna de adolescentes. Este é o melhor remédio.

Pois bem, é aqui que começa o ciclo vicioso. O nosso desaparecimento provoca o reaparecimento daquele espécime. Como por magia. "Já não me ligas nenhuma, nunca mais disseste nada, estás chateada comigo?". É automático.
Ainda dizem eles que nós somos complicadas. Alguém compreende isto?